quarta-feira, 19 de julho de 2017

Indicações



        Ao buscar atualidades sobre Educação (atividade de Organização e Gestão da Escola) e encontrei alguns artigos que gostaria de compartilhar com vocês.           


"... é que o que o professor pensa sobre o ensino determina o que o professor faz quando ensina."

                                                                               Eliane da Costa Bruini


http://brasilescola.uol.com.br/educacao/educacao-no-brasil.htm


         Fiquei com esta frase na cabeça o dia todo.  O que eu penso sobre o ensino?
       Comentei com um amigo que desde o meu ingresso na UFRGS, só o que faço é refletir: que professoro sou? Que tipo de aula planejo para minha turma? Será mesmo que sou uma boa educadora? Nossa! É muita reflexão! Mas, acredito que seja assim mesmo, é uma característica, talvez da profissão.


 " E, hoje, cadê a coragem cívica dos companheiros especialistas das ciências da educação? Porque aquilo que mais preocupava Luther King não era o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais o preocupava era “o silêncio dos bons”. Neste tempo de ministeriais disparates, o silêncio das ciências da educação começa a ser preocupante, insustentável, obsceno… ensurdecedor."

José Pacheco


http://www.revistaeducacao.com.br/entretanto/

      Já falei sobre isso uma vez, na atual situação (diria que principalmente aqui no RS, mas aí lembrei do caos em que se encontra o RJ) onde os salários são parcelados e  as leis são descumpridas,  começo a pensar que estão mesmo calando a nossa voz. Os professores estão cansados até de revindicar seus direitos. Lutamos por uma causa que só a nós importa: a Educação. Sim, porque não lutamos apenas por pagamento do piso salarial, lutamos por melhorias na Educação em todos os sentidos: valorização do professor, material pedagógico de qualidade, escolas conservadas, ensino de qualidade.    


 "A Educação é feita com pessoas, para pessoas. Com o estudante, com o educador."
Raquel Franzim
https://novaescola.org.br/conteudo/5079/dar-protagonismo-nao-e-apenas-permitir-que-o-estudante-escolha-o-curriculo


        A reportagem indicada neste link fala sobre a importância do protagonismo. Ela fala sobra a transformação da sociedade através de uma Educação que inclui toda a comunidade escolar.
         Não é justamente o que queremos?

terça-feira, 18 de julho de 2017




        A Constituição Federal de 1988 nos art. 205 e 206 diz que:

       “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
     “O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: [...] VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei”. 


        Pois bem, está na lei, aliás na Carta Magna do Brasil. Mas, e na prática, funciona?
         Meu pai sempre contou, que na época em que era criança, "o  fio do bigode do sujeito valia mais do que um escrito, palavra dada era cumprida".   Hoje em dia, nem mais o que está na lei é respeitado. Veja só as leis de trânsito: o cidadão(se é que se pode chamá-lo assim) dirige alcoolizado um veículo em alta velocidade, causa um acidente grave e o que acontece? Paga cestas básicas para as vítimas. Outro, comete crime de colarinho branco, suborna, enriquece às custas do povo e? Cumpre pena em regime semi aberto na mansão da família! Então vamos ser sinceros: quem leva a sério as leis neste país?
           A Constituição não garante somente Educação. Garante que todos têm direito à saúde, segurança, alimentação, moradia, tudo de qualidade e gratuito. 
           Até quando as leis serão burladas? Até quando vamos nos deixar enganar por falsas promessas de campanha eleitoral. 
          Somos todos responsáveis.  


Mais de 20 anos e essa música ainda continua atual. Até quando?


Somente conceitos?



    GESTÃO                                       CIDADANIA

                           PARTICIPAÇÃO

    AUTONOMIA                         DEMOCRACIA

                              COLETIVO          
            FORÇA                               PODER       


                          EDUCAÇÃO

  
         Qual o conceito destas palavras?  Que significado elas tem para você?
     Se analisarmos uma a uma, se buscarmos no dicionário o significado separadamente, perceberemos que são só conceitos isolados, talvez alguns nem façam muito sentido no mundo em que vivemos atualmente. Porém, juntando, em uma só ideia, todos os conceitos, o resultado pode ser surpreendente: uma educação transformadora, igualitária, de qualidade e inclusiva.
         É isso que queremos, é por isso que lutamos: uma escola que garanta o ingresso do aluno, mas, que principalmente seja responsável pela sua permanência.
             A escola deve incentivar a participação, as decisões coletivas, a responsabilidade e o dever de cada um. A gestão que visa o coletivo, o bem estar no ambiente escolar, que utiliza a força e poder que tem para transformar a sociedade, está educando para cidadania.
              Parece utopia, mas esta escola existe, ou pelo menos é possível. Basta que deixemos de sonhar e teorizar. A hora é de construção. E é AGORA.

Projeto de Aprendizagem





      Um projeto é a base de qualquer pesquisa, isto porque surge através da necessidade de se resolver um problema, no caso das crianças, uma curiosidade. Isto quer dizer que, o professor ao planejar sua aula deve, em primeiro lugar, levar em consideração as dúvidas e indagações que a sua turma trouxer. A motivação do estudo deve partir dos alunos e não ser imposta pelo educador. Este deve "levantar" as certezas provisórias e as dúvidas temporárias dos alunos e então, a partir de muita pesquisa, investigação e indagação, os alunos possam perceber que surgiram novas dúvidas e que as certezas passaram a ser fonte de outros questionamentos.
         Nesta metodologia o professor aprende tanto quanto seus alunos. O educador  passa a ser um articulador e facilitador do conhecimento, organiza o ambiente de forma que este contribua com a aprendizagem, troca informações, formando uma rede de estudo, propicia aulas interessantes e com a participação direta dos alunos.
   Os alunos tornam-se responsáveis pela  busca de respostas para seus questionamentos. A motivação faz com que eles participem efetivamente das aulas, colaborando uns com os outros.
         Acredito que trabalhar com projetos de aprendizagem seja um bom inicio para incentivar a participação, a responsabilidade e a coletividade. Conceitos básicos para uma gestão democrática, que deve iniciar-se na base de tudo: as crianças.







quarta-feira, 12 de julho de 2017

Gestão Democrática?


Adorei esta imagem! A cara do Cebolinha é a mesma que fiz ao ouvir pela 1ª vez sobre Gestão Democrática nas escolas.

         Na verdade ouvi falar em Gestão Democrática há mais ou menos uns...8 anos atrás. Mas, vivenciá-la? Como diz aquela música do Zeca Pagodinho:"...nunca vi, nem comi, eu só ouço falar!"   
        A Constituição Federal (CF/1988; 6º; 205; Inciso VI do Art. 206) a LDBEN (Lei Federal Nº. 9.394/1996), o PNE (Lei Federal Nº.13.005/2014; Inciso VII do Art. 2º; Meta19) e a legislação Estadual, Lei da Gestão Democrática do Ensino Público (Lei Estadual nº. 10.576/1995) garantem a autonomia e a gestão democrática em toda sua plenitude, mas o que ainda temos são escolas no mesmo padrão do século passado. 
            O que é uma gestão democrática?   
         É a gestão onde o mais importante é o coletivo. A participação de pais, alunos, professores, funcionários e da equipe diretiva é um direito, mas também um dever. Além da criação do PPP, as necessidades financeiras, burocráticas e pedagógicas da escola, são pensadas e decididas em conjunto. A comunidade escolar torna-se responsável pelas escolhas feitas. 
         Pensar em uma gestão democrática é ter em mente alguns fundamentos: participação da comunidade, respeito ao interesse da maioria, autonomia e transparência que são resultantes de eleições direta para diretor, da formação do Conselho Escolar e da promoção do Grêmio Estudantil.


Segue dica de um vídeo simples e objetivo sobre Gestão Escolar







Somos nossas escolhas



"O mundo não é  pré-dado, nós o construímos ao longo da nossa interação."

Maturama e Varela (2002)

        
         Parece uma coisa tão óbvia, não é mesmo? O mundo é o resultado das nossas ações. A forma como interagimos com o meio e os outros, resulta na sociedade que temos. Então, por que reclamamos tanto do mundo que aí está e não o modificamos? Porque para que isso ocorra, é necessário muita reflexão sobre nossas atitudes e o ser humano não pode parar para pensar. Ele precisa correr atrás da máquina, trabalhar, enriquecer, ter, acontecer.
      Na interdisciplina Psicologia da vida adulta pesquisamos sobre o envelhecimento. Bem, todos ficaremos velhos um dia (esperamos). Mas, como queremos que seja esta fase da vida? Que ideia temos da velhice? 
        Não costumava pensar muito sobre isso, até que me dei conta que já tenho quase 46 anos e para chegar à  melhor idade, não falta muito não. A questão é que para ter uma velhice digna e feliz, precisamos fazer escolhas que nos levem a chegar até lá. Se construímos o mundo através de nossas vivências, do conhecimento que adquirimos ao longo dos anos, precisamos pensar no que faremos depois que a juventude nos deixar.
         Através das pesquisas, compreendemos que o idoso de hoje é muito diferente do velho de 30, 40 ou 50 anos atrás. Antes, as mulheres ficavam em casa, cuidando dos netos, fazendo trabalhos manuais, esperando o final de semana para receberem a visita dos filhos. Os homens se aposentavam e viam os anos passar em frente à TV, ou cuidando de um jardim. Muitos ainda vivem assim, por medo das mudanças, doenças físicas e mentais, imposição da família (ou descaso). Toda via, houve uma mudança no comportamento da terceira idade.  Hoje, existe uma preocupação com a saúde física e mental. Os idosos continuam trabalhando, muitos para contribuir com as despesas da casa, praticam esportes, possuem uma vida sexual e afetiva bem ativa e voltaram a estudar. Não são a maioria, mas uma grande porção da sociedade.
             Tudo isso resultado das escolhas que fizeram para si e para o mundo. Escolheram conhecer, interagir, fazer, viver. E se o conhecimento se dá através da interação com o outro...




Ser-se reflexivo




Reflexão


       A sociedade atual passa por grandes transformações. São inovações tecnológicas, avanços na Ciência...E no meio de tudo isso, o ser humano, com sua eterna dúvida: quem somos e por que estamos aqui?
       É certo que cada um de nós, independente do que acredita, ou qual profissão tenha escolhido, questiona, em algum momento da sua vida, a razão de sua existência. Como mãe, poderia dizer que o meu propósito é educar minha filha para que seja independente, feliz e realizada. Assim como nos outros papéis que desempenho, quero dar o meu melhor. Mas, quanto a minha escolha profissional? O que quero como educadora? 
         Estes questionamentos me remetem ao início do curso: por que escolhi ser professora? Na verdade, a essa altura, meu questionamento é outro: qual é a minha prática? Que tipo de educadora sou? 
         Refletir, é isto que estou aprendendo. Disse John Dewey "Reflexão é uma forma especializada de pensar". Penso na escola que queremos e vejo que a realidade nos entrega uma bem distante da ideal. Questiono os conteúdos, as avaliações e observo que continuamos ansiando por mudanças. Às vezes, minha atitude questionadora incomoda e penso que questionar sozinha não transforma, mas que deixar de refletir é ainda pior.