terça-feira, 26 de setembro de 2017




Oi pessoal,


       Estava refletindo sobre os dois vídeos que assisti estes dias: o 1º foi do professor e pesquisador Carlos Skliar "O papel da escola, do professor e da escola inclusiva" e o 2º do escritor Daniel Mundukuru "Olhar indígena". Eu  ADOREI a fala dos dois. De uma maneira simples e direta eles nos falam sobre educação, inclusão, infância... Me encantou  a definição que dão para infância. Que deve ser uma etapa vivida ao máximo, com alegria, despreocupação, com prazer de aprender a todo momento e com todos.
       Para Skliar a escola deve ser acolhedora, um lugar onde todos sejam bem-vindos, sem importar como você é e sim quem é. Esta seria uma escola realmente com hospitalidade. Diferente da escola que tem como objetivo uma educação voltada para produtividade e para o consumo.
   Mundukuru acredita que a criança deve aprender a ser feliz, aproveitando tudo que a infância pode oferecer, para que não se torne um adulto estressado e infantilizado.
        Será possível uma escola ideal, onde hospitalidade, igualdade, tecnologia, qualidade, ética, excelência e felicidade estejam sempre presentes? Ou será apenas um sonho?







Abaixo os links dos vídeos que assisti. Fica a dica.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Ética Redes sociais



Oi pessoal,

   Vamos falar sobre ética. Qual o seu significado? Bem, no dicionário podemos encontrar a seguinte definição:

substantivo feminino
  1. 1.
    parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo esp. a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social.

    No vídeo de Márcia Tiburi encontramos um significado mais simples: "...ética é aquilo que sou capaz de pensar acerca daquilo que faço." 
      E mais, é um aprendizado de convivência com a família e todos com quem temos contato, direta ou indiretamente.
    Aprendemos a ser éticos. É verdade que não temos tido bons exemplos de ética pelo país, o que temos visto são pessoas preocupadas consigo mesmas e que não têm a capacidade de colocar-se no lugar do outro.
     Será que perdemos a capacidade de sermos éticos? Será que o  "jeitinho brasileiro", é o modo de vida de todos os brasileiros?
    Não acredito nisso. Penso que existe uma enorme parcela de brasileiros que querem o melhor para todos. Acho que algumas pessoas tendem a distorcer boas ações, que usam de modo errado boas ideias.            Um exemplo bem atual é a forma como as redes sociais são usadas. Encontramos no meio virtual uma rede de informações erradas, inventadas e que servem para distorcer a realidade. Indivíduos usam as redes para divulgar imagens, notícias, acontecimentos sobre outras pessoas sem se importar se são fatos reais ou fictícios, compartilham indiscriminadamente histórias que não são suas, mas como se fossem.           Nas redes não é necessário sermos éticos? Cabe a nós, famílias, professores, incentivarmos o debate sobre estas questões: posso tudo na internet? Até onde vai o meu direito como internauta? O que estou digitando nas redes é verdade, qual o meu interesse em compartilhar as informações que recebo? 
         A verdade é que não podemos fechar os olhos para as mudanças do mundo. A internet está aí e precisamos saber usá-la a nosso favor. Simplesmente negar a sua existência e ignorar que ela faz parte da vida de nossas crianças e adolescentes é um retrocesso. 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Empirismo X Apriorismo X Construtivismo



Oi pessoal, 

         Sempre me questionei que tipo de professora sou, ou melhor, qual o modelo pedagógico que acredito. Esta semana li o texto "Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos" do prof.º e dr. Fernando Becker que fala justamente sobre isso. Mas, a pergunta correta a fazer é: que tipo de aluno quero formar? 
           De acordo com cada modelo pedagógico, um modelo de aluno será formado. Observe:
  No Empirismo temos a valorização da disciplina, o conhecimento é adquirido através da repetição e da fixação, o aluno repete o que o professor ensina, pois é uma página em branco que deve ser preenchida pelo educador.
   Já no Apriorismo o aluno traz a capacidade de aprender, é  despertado pelo professor que não interfere, pois é apenas um facilitador do aprendizado.
   Finalmente no Construtivismo o professor ensina e aprende com seu aluno, são criadas situações problemas para que as crianças experienciem  e construam o seu conhecimento assimilando os conteúdos ao longo de seu desenvolvimento, existem regras que são discutidas e negociadas, todos são responsáveis pelas decisões.
      Então, volto a minha pergunta anterior: que tipo de aluno queremos formar? Um aluno passivo ou ativo? Alguém que questiona, reflete e age para uma sociedade melhor? Ou uma pessoa que aceita as decisões e vive alheio as transformações? 




domingo, 3 de setembro de 2017

Novo semestre



Oi pessoal,


    Aqui estamos novamente. Nossa 1ª aula presencial foi sobre raça e etnia na interdisciplina de Questões Étnico-raciais na Educação - Sociologia e História. 
     Qual a diferença entre raça e etnia?
   Eu acredito que raça se refere a todos os seres humanos, porque biologicamente, ou melhor, fisicamente possuímos as mesmas características: cabeça, tronco e membros, falando grosseiramente, é claro. Você poderia citar as pessoas que possuem alguma necessidade especial, como alguém sem algum membro. Mas, não é o fato de não ter um membro que define a sua natureza. Este ser é humano. Assim como não é a minha cor ou a língua que falo que me definem com humana.
    Etnia seria a designação para um grupo de seres humanos que fazem parte da mesma cultura, com características específicas na línguagem, na vestimenta, nos hábitos...Estou errada? 
     É, este é um assunto muito interessante e bastante polemico. Acredito que poderemos rever alguns conceitos.
   Pesquisei sobre o assunto e achei alguns textos esclarecedores e outros nem tanto. Deixo alguns links para vocês.






http://www.infojovem.org.br/infopedia/descubra-e-aprenda/diversidade/raca-e-etnia/
https://www.youtube.com/watch?v=QIXW1ZpofBk



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Final de semestre



        Finalmente! A última postagem do semestre. 
      Estou cansada. Junto com o fechamento do semestre, tive trabalhos e produções textuais para preparar e corrigir. Festa junina(em julho), sábados letivos, recuperação de aula à tarde, porque fiquei doente e faltei. E muito mais. Sei que faz parte da profissão e que isto não é exclusivo a mim, mas é cansativo. 
       Pensei que trabalhando em uma escola apenas ficaria mais fácil. Realmente, melhorou, mas ainda não consegui deixar tudo em ordem. Realizei todas as tarefas, mas com atraso. Fico sempre com aquela sensação de ter muitas coisas para fazer ao mesmo tempo.
      Fazendo um retrocesso deste semestre, o que mais gostei foi conhecer sobre Gestão Democrática. Consegui ter um novo olhar sobre a escola. Pensei sobre várias possibilidades de mudança. Transformações que devem ser feitas junto com outros que também estão cansados das velhas escolas.
      
       Transformação, cidadania, participação, coletividade, sociedade, qualidade, EDUCAÇÃO.
            
              



 Estas palavras não saem da minha cabeça.





Fazer diferente





      Só agora compreendo a importância do Projeto Politico Pedagógico da escola para uma gestão democrática. Não existe democracia quando o PPP é feito em reuniões fechadas entre equipe diretiva e alguns professores. Principalmente quando são feitas apenas algumas alterações que agradem à mantenedora da escola. Infelizmente eu já vi isto acontecer  e fui conivente, pois no momento em que aceitei a forma como foi feito, sem questionar, sou tão errada quanto a direção da escola. É tão mais fácil calar e aceitar. Dá menos trabalho. Mas, ainda está em tempo de mudar, de fazer diferente. 
        Como cobrar de quem faz errado se também não fazemos o certo?


    Compartilhar a elaboração é essencial para uma gestão democrática.

"Mesmo que no começo do processo de discussão poucos participem com opiniões e sugestões, o gestor não deve desanimar. Os primeiros participantes podem agir como multiplicadores e, assim, conquistar mais colaboradores para as próximas revisões do PPP"

 Celso dos Santos Vasconcellos



Achei legal a reportagem e gostaria de compartilhar com vocês









quarta-feira, 19 de julho de 2017





              De acordo com a legislação vigente, a Gestão Democrática é assegurada pela participação efetiva dos membros da comunidade através dos Conselhos Escolares, Conselhos de Classe e Grêmio Estudantil.  Estes colegiados garantem a democracia no âmbito escolar a partir do momento em que envolvem a comunidade em todos os assuntos pertinentes à educação. Além disto, contribuem para a construção de sujeitos participativos, responsáveis pelas decisões que tomam, cientes de seus deveres e direitos, que exercem plenamente a cidadania. Esta é a função da escola.


 a de proporcionar a educação emancipadora, formar um indivíduo autônomo, crítico, capaz de intervir para a transformação da sociedade.”
                                                                                         Galina e Carbello
                                                                                          
          Se por um lado, sabemos da importância do envolvimento da comunidade na gestão das escolas, o quanto isto significa para uma educação emancipadora e cidadã, e que para alcançá-la são necessários muito mais do que interesse e disponibilidade, por outro lado, esbarramos na burocracia, na desmotivação, na falta de tempo, nos salários atrasados e insuficientes para investir em especialização. Também não posso deixar de relatar aqui minha decepção quanto a atitude de alguns diretores, que acreditam que o cargo lhes garanta o poder de decidir, sozinhos, o que acham melhor para a escola, rejeitando a opinião dos membros da comunidade e sufocando aqueles que pensam diferente de si. Mas, se queremos fazer parte das transformações da nossa sociedade, contribuindo para que mais pessoas se apoderem de seus direitos, cumpram seus deveres e decidam coletivamente pelo melhor para todos, precisamos começar movimentos que incentivem a democracia e a cidadania.  Devemos incentivar o diálogo entre os membros dos colegiados institucionalizados nas escolas para que haja envolvimento e compromisso com o êxito do ensino e a qualidade na Educação em todos os seus segmentos.